Formação do Solo
= f (MATERIAL DE ORIGEM, RELEVO, CLIMA, ORGANISMO E TEMPO)
Material de origem: mineral ou orgânico – fator passivo e de resistência
Clima e seres vivos: fatores ativos na formação do solo
Relevo: condicionamentos modificadores
Tempo: duração das ações
O processo de formação do solo ou pedogênese se inicia com o intemperismo do material de origem dos solos, ou seja, são fenômenos físicos, químicos e biológicos que agem sobre o material de origem.
O
tipo e intensidade do intemperismo podem ser relacionados com a
temperatura, pluviosidade e a vegetação de uma região. O intemperismo
físico predomina nas regiões de temperatura e pluviosidade baixas. Já
nos trópicos, onde as temperaturas são mais elevadas e a ação da chuva e
a biológica são mais intensas, o intemperismo químico é mais
pronunciado.
Como
demonstrado na figura 1, o solo é proveniente da ação biológica e
climática sobre um determinado material de origem (rocha, sedimentos
orgânicos etc.) numa determinada condição de relevo através do tempo
onde se verificam processos de adições, perdas, translocações e
transformações de energia e matéria.
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| Figura 1: Representação esquemática da formação dos solos, contemplando o pedon, perfil e alguns horizontes do solo. Fonte: Santos et al. (2005) |
Os
solos das regiões tropicais ou dos trópicos possuem muitas
peculiaridades decorrentes das condições ambientais (clima, relevo,
material originário e vegetação). Nestas regiões, verifica-se um
processo pedogenético ou de formação de solo mais acelerado, estando
associado ao clima tropical úmido com temperaturas mais elevadas e ação
mais intensa da água e pela presença exuberante de organismos atuando
como agentes formadores do solo.
Quanto
maior a disponibilidade de água (chuvas mais intensas e frequentes),
mais completas são as reações químicas do intemperismo. Como
consequência, os minerais primários das rochas sofrem reações químicas e
o resultado são solos com maior proporção de minerais secundários
refletindo as variações de material originário (composição
mineralógica).
Em
condições tropicais predominam os solos cauliníticos, lateríticos e
ricos em óxidos de ferro, alumínio e titânio caracterizados em sua
grande maioria, por serem muito intemperizados e geralmente de
fertilidade baixa a muito baixa. São muito heterogêneos quanto à
morfologia, à composição química e às propriedades físico-hídricas.
O
estudo do solo explica porque um solo difere do outro na cor, na
espessura, na textura, na sua composição química, nas propriedades
físico-hídricas e na sua capacidade de fornecer nutrientes às plantas, o que lhes confere as condições de potenciais e limitações muito variáveis para uso e manejo agropecuário e florestal.
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