Por Caroline Faria
La Niña é o fenômeno oposto ao El Niño:
enquanto que este é devido ao aumento da temperatura do oceano
Pacífico, a La Nina ocorre devido à diminuição da temperatura ocasionada
pelo aumento da força dos ventos alísios.
Explicando melhor: ao aumentar a intensidade dos ventos alísios, o
fenômeno de ressurgência (afloramento das águas profundas do oceano –
mais frias e com mais nutrientes) das águas do Pacífico tende a se
intensificar e ocorre a diminuição da temperatura da superfície
oceânica.
Além disso, a corrente atmosférica tende a “empurrar” as águas mais
quentes com maior força, fazendo com que ela se acumule mais a oeste do
que ocorreria normalmente.
Ao contrário do que seria de se esperar pela afirmativa de La Niña
ser o contrário do El Niño, os efeitos causados nas correntes
atmosféricas são praticamente os mesmos: a maior concentração de águas
quentes a oeste do Pacífico gera uma área onde a evaporação também é
maior. Intensificando o processo da célula de circulação de Walker (o ar
quente sobe na região de águas mais quentes, ao mesmo tempo em que o ar
mais frio desce na região oposta, gerando um ciclo).
A diferença principal, além da variação de temperatura, é que no
fenômeno do El Niño a variação média costuma chegar facilmente a 4ºC ou
5ºC enquanto que na ocorrência do fenômeno La Nina a variação de
temperatura mal chega aos 4ºC.
A La Niña costuma ocorrer em períodos alternados com o El Niño, em
intervalos que variam de 3 a 7 anos e pode durar de dois a sete anos.
Mas, na maioria das vezes foi registrada uma duração média de nove a
doze meses.
Outra diferença é que nas últimas décadas o fenômeno do El Niño vem
se intensificando enquanto que a La Niña vem ocorrendo com menos
freqüência. O ultimo registro da La Niña foi em 1998/1999.
Seus efeitos sobre o Brasil divergem daqueles causados pelo El Niño:
na região norte ocorrem chuvas mais abundantes e aumento da vazão dos
rios. O mesmo ocorre no nordeste, enquanto que na região sul ocorrem
secas prolongadas; nas regiões centro-oeste e sudeste os efeitos são
pouco previsíveis podendo variar de ocorrência para ocorrência.
Na Colômbia costumam ocorrer chuvas abundantes e enchentes. No oeste
do Chile e da Argentina ocorre diminuição da precipitação de outubro a
dezembro, e no Uruguai e no Peru ocorrem secas intensas.
Embora os efeitos mais intensos sejam nas regiões próximas à Linha do
Equador e regiões subtropicais, os efeitos da La Niña (e do El Niño)
podem ser percebidos em diversas partes do mundo.
Fonte: http://www.cptec.inpe.br
estraido de http://www.infoescola.com/geografia/la-nina/
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