
Local onde acontece o El Niño e a La Niña
Você
provavelmente já deve ter ouvido alguém explicar uma mudança repentina
no clima: “é culpa do El Niño”, “dessa vez a culpa é do La Niña”. Então
está na hora de entender o que essas expressões significam.
Tanto o El
Niño quanto o La Niña são expressões tiradas do espanhol (que significam
“o menino” e “a menina”) para designar algumas anomalias climáticas que
acontecem no planeta.
O El Niño
é uma anomalia climática causada pelo aquecimento das águas do Oceano
Pacífico na região próxima ao Peru. Ele acontece, em média, duas vezes a
cada dez anos e dura 18 meses.
As
consequências do El Niño são várias: altera a vida marinha no Oceano
Pacífico, aumenta as chuvas na América do Sul e em parte dos Estados
Unidos, intensifica as secas no Nordeste do Brasil, provoca fortes
tempestades no meio do Oceano Pacífico, entre outras consequências.

Esse nome
foi escolhido porque os pescadores do litoral do Peru percebiam que o
aquecimento das águas do oceano acontecia sempre na época do Natal.
Dessa forma, eles escolheram esse nome em referência ao Menino Jesus
(Niño Jesus, em Espanhol).
Quando o El
Niño acaba, geralmente, surge logo em seguida outro fenômeno chamado de
La Niña, por ser exatamente o contrário do El Niño.
O La Niña
também é uma anomalia climática caracterizada por provocar o efeito
contrário do El Niño e acontece porque as águas dos oceanos que estão
mais ao fundo (e mais frias) vão para a superfície e esfriam aquilo que o
El Niño tinha esquentado. Costuma durar cerca de nove meses.
Durante o
La Niña também acontecem vários efeitos: a região Centro-Oeste do Brasil
fica mais fria durante um rápido período, chove muito no Nordeste, o
verão fica mais frio, o Paraguai fica com clima seco, as temperaturas na
Austrália ficam bem maiores e as chuvas no Caribe aumentam.
O El Niño e
o La Niña são fenômenos climáticos que provocam sérias consequências em
todo mundo. Seus efeitos não são apenas climáticos, mas também
econômicos, pois quando chove demais em um lugar e de menos em outros, a
agricultura pode acabar sendo prejudicada.
Por Rodolfo Alves Pena
Graduado em Geografia
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