terça-feira, 1 de outubro de 2013

Efeitos do El Niño e da La Niña na Agricultura Brasileira

Sérgio Caldas Soares1; Carlos Roberto Weide Moura2; Priscila Pereira Coltri3; Celso Macedo Junior4;

1- Engenheiro Agrônomo. Atua no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). E-mail: sergiocs@cptec.inpe.br

2- Agrometeorologista. Atua no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). E-mail: carloswm@cptec.inpe.br

3- Engenheira Agrônoma, Doutoranda da Faculdade de Engenharia Agrícola (FEAGRI), da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atua no Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas aplicadas a agricultura (CEPAGRI), Unicamp. E-mail: pcoltri@cpa.unicamp.br

4- Meteorologista. Atua no Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas aplicadas a agricultura (CEPAGRI), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). E-mail: celso@cpa.unicamp.br

Introdução:
O Brasil, apesar de todo o desenvolvimento industrial e tecnológico, é por natureza um país com vocação agrícola. Isto é fácil constatar já que o PIB ligado ao setor agrícola atingiu R$ 611,8 bilhões em 2007. Esse valor corresponde a 23,07% do PIB do Brasil,
Sabemos ainda, que diversos fatores são responsáveis diretos e indiretos pelo bom desenvolvimento da agricultura no Brasíl, entre eles podemos citar, de maneira simplificada, a economia, os diferentes tipos de solo e relevo, a incidência e o controle de pragas e doenças, além das condições edafoclimáticas. Sobre este último fator as condições do tempo e do clima são preponderantes para o crescimento adequado das plantas e consequentemente, a determinação de uma boa produtividade.
Com o monitoramento de alguns sistemas atmosféricos podemos evitar diversas perdas econômicas na área agrícola, como por exemplo, a aplicação de defensivos e fertilizantres e o manejo de irrigação, fatores extremamente dependentes das condições atmosféricas.
Entre os sistemas atmosféricos mais relevantes podemos citar a ocorrências dos Fenômenos El Niño e La Niña. Sabe-se que Evento de El Niño e La Niña tem uma tendência a se alternar cada 3-7 anos. Porém, de um evento ao seguinte o intervalo pode variar de 1 a 10 anos. As intensidades dos eventos variam bastante de caso a caso. O El Niño mais intenso desde o começo de "observações" da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) ocorreu em 1982-83 e 1997-98. Algumas vezes, os eventos El Niño e La Niña tendem a ser intercalado por condições normais. Cabe salientar que os eventos ENOS (El Niño-Oscilação Sul) não se repetem exatamente iguais. Os impactos no clima vão depender da intensidade dos eventos. Por isso, os reflexos na agricultura brasileira podem diferir entre as ocorrências dos episódios El Niño ou La Niña. Porém, de modo geral, é válido esperar uma tendência no padrão de resposta.
O El Niño, um dos fenômenos climáticos mais estudados no mundo, tem seus impactos globais bem rastreados. No que tange à agricultura, uma das conseqüências para algumas regiões do globo é a mudança no regime de chuvas, tanto em termos de precipitação pluviométrica quanto na mudança na época padrão, o que afeta o cultivo desde o plantio até a colheita. O ENOS, pelo fato de ter uma evolução lenta e gradual de vários meses de duração e também dada a disponibilidade com vários modelos de previsão desenvolvidos, merece análise e acompanhamento do público interessado para a tomada de decisões, bem como no planejamento das atividades.


1 - Padrão de circulação atmosférica (sem a ocorrência de El Niño ou La Niña):

Pense no Oceano Pacífico, entre a costa oeste da América do Sul e a costa leste da Oceania, e no sol, que esquenta todo o Oceano. Imagine a incidência de ventos por todo este oceano no sentido de leste para oeste que irá gerar deslocamento na água do Oceano. Com o passar do tempo, observa-se um represamento da água no lado do oceano oposto a incidência dos ventos e até um desnível, ou seja, o nível da água próximo a costa da América do Sul será menor que do lado oposto, e isto ocorre pois o vento está "empurrando" as águas quentes superficiais para o outro lado, expondo águas mais frias das partes mais profundas do oceano próximo a costa oeste sul-americana.
É exatamente isso que ocorre no Oceano Pacífico sem a presença do El Niño, ou seja, é esse o padrão de circulação que é observado. Águas mais quentes são observadas no Oceano Pacífico Equatorial Oeste. Junto à costa oeste da América do Sul as águas do Pacífico são um pouco mais frias. Com isso, no Pacífico Oeste, devido às águas do Oceano serem mais quentes, há mais evaporação. Havendo evaporação, há a formação de nuvens numa grande área. Para que haja a formação de nuvens o ar teve que subir. O contrário, em regiões com o ar vindo dos altos níveis da troposfera (região da atmosfera entre a superfície e cerca de 15 km de altura) para os baixos níveis, raramente há a formação de nuvens de chuva. Um modo simples de entender isso é imaginar que se o ar sobe em uma determinada região da atmosfera, deverá descer em outra. Se em baixos níveis da atmosfera (próximo à superfície) os ventos são de oeste para leste, em altos níveis ocorre o contrário, ou seja, os ventos são de leste para oeste. Com isso, o ar que sobe no Pacífico Equatorial Central e Oeste, desce no Pacífico Leste (junto à costa oeste da América do Sul), gerando o que os Meteorologistas chamam de célula de circulação de Walker (Figura 1).



Figura 1 ? Circulação observada no Oceano Pacífico Equatorial em anos sem a presença do El Niño ou La Niña, ou seja, anos normais.

Outro ponto importante é que os ventos alísios, junto à costa da América do Sul, favorecem um mecanismo chamado pelos oceanógrafos de ressurgência, que seria o afloramento de águas mais profundas do oceano. Estas águas mais frias têm mais oxigênio dissolvido e vêm carregadas de nutrientes e micro-organismos vindos de maiores profundidades do mar, que vão servir de alimento para os peixes daquela região. Não é por acaso que a costa oeste da América do Sul é uma das regiões mais abundantes em peixes do mundo. O que surge também é uma cadeia alimentar, pois os pássaros que vivem naquela região se alimentam dos peixes, que por sua vez se alimentam dos microorganismos e nutrientes.

2 - Circulação Atmosférica com a ocorrência de El Niño:

As anomalias do sistema climático que são mundialmente conhecidas como El Niño, representam uma alteração do sistema oceano-atmosfera no Oceano Pacífico tropical e tem conseqüências no tempo e no clima em todo o planeta. Por esta definição, considera-se não somente a presença das águas quentes da ?Corriente El Niño? mas também as mudanças na atmosfera próxima à superfície do oceano, com o enfraquecimento dos ventos alísios (que sopram de leste para oeste) na região equatorial. Com esse aquecimento do oceano e com o enfraquecimento dos ventos, começam a ser observadas mudanças da circulação atmosférica nos níveis baixos e altos, determinando mudanças nos padrões de transporte de umidade (Figura 2), e portanto variações na distribuição das chuvas em regiões tropicais e de latitudes médias e altas. Em algumas regiões do globo também são observados aumento ou queda de temperatura.
Podemos exemplificar o El Niño da seguinte maneira: o sol aquece as águas do oceano pacífico. Com o enfraquecimento (e até inversão em algumas regiões) dos ventos Alísios (que normalmente deslocam-se de leste para oeste), o Oceano Pacífico apresenta uma condição de temperastura homogênea. Agora, todo o Oceano Pacífico Equatorial começa a aquecer. Desta maneira, haverá a ocorrência de aquecimento e evaporação com movimento ascendente, que por sua vez gera a formação de nuvens. A diferença agora é que ao invés de observarmos a formação destas nuvens com intensas chuvas no Pacífico Equatorial Ocidental, vamos observar a formação de nuvens principalmente no Pacífico Equatorial Central e Oriental.



Figura 2 ? Circulação observada no Oceano Pacífico Equatorial em anos de El Niño.

Com isso, os efeitos globais, de temperatura e regime de chuvas são mostrados de maneira esquemática na Figura 3.




Figura 3 ? Efeito Global do El Niño

2.1 - Efeitos Regionais do El Niño no Brasil:

Norte: Ocorrência de secas acentuadas, principalmente na região leste da Amazônia, em consequência da diminuição das precipitações. Aumento do risco de incêncios Florestais.

Nordeste: A agricultura do semi-árido do Nordeste deverá ser fortemente afetada por secas severas. A agricultura de subsistência pode ser praticamente arrasada. Em períodos de seca, somente as áreas irrigadas têm condições de enfrentar as condições adversas de tempo. Em Algumas áreas do Sertão (semi-árido) nordestino, essa diminuição pode alcançar até 80% do total médio do período chuvoso (que na maior parte da Região ocorre de fevereiro a maio). Ressalta-se que, a seca não se limita apenas ao Sertão, ela também pode atingir o setor leste do Nordeste (Agreste, Zona da Mata e Litoral), caso aconteça conjuntamente com o Dipolo do Atlântico Sul negativo (Dipolo Negativo ou desfavorável, isto é, quando o Atlântico Sul se encontra com águas mais frias que a média histórica e águas mais quentes no Atlântico Norte). No Nordeste brasileiro, os prejuízos observados em anos de ?El Niño? envolvem perdas na agricultura de sequeiro, na pecuária, oferta de energia elétrica, bem como, comprometimento do abastecimento de água para a sociedade e os animais. Este período corresponde ao plantio, na região, da segunda safra de feijão, cultura historicamente afetada pelos impactos climáticos desse fenômeno, principalmente na fase de plantio e desenvolvimento da cultura. Os picos anormais de preços no mercado brasileiro de feijão, na segunda metade do século XX, estão correlacionados às frustrações de safras ligadas às anomalias climáticas dos anos de ocorrência do ENOS, sobretudo na fase de El Niño 5.

Centro-Oeste: Não apresenta efeitos evidentes de mudanças no padrão das chuvas, mas há uma tendência de aumento destas no sul de Mato Grosso do Sul. O El Niño, tende a produzir um índice de chuvas pouco superior à média histórica de novembro deste ano a abril, favorecendo a produção de grãos.

Sudeste: Aumento sutil das temperaturas médias, diminuindo significativamente a incidência de geadas, mas não há padrão característico de mudanças na distribuição e intensidade das chuvas.

Sul: Tem-se excesso de chuvas nos anos de El Niño. Apesar da influência ocorrer durante todo o período de atuação desses eventos, há duas épocas do ano que são mais afetadas pelas fases do ENOS. A primavera e começo de verão (outubro, novembro e dezembro), no ano inicial do evento, e final de outono e começo de inverno (abril, maio e junho), no ano seguinte ao início do evento. Assim, nessas épocas, as chances de chuvas acima do normal são maiores em anos de El Niño (como ocorreu em 1997/98). Com base nos impactos conhecidos deste fenômeno sobre o clima do sul do Brasil é possível adotar-se uma série de estratégias na área de manejo de culturas, que possibilitam reduzir os riscos de natureza climática e otimizam o aproveitamento das condições favoráveis. Para a agricultura do sul do Brasil, destaca-se que o El Niño não causam exclusivamente prejuízos. Nos anos de El Niño, por não faltar água no período de primavera-verão, em geral, as culturas de verão (soja e milho, particularmente) são beneficiadas em função de chuvas acima do normal, no período primavera-verão. As temperaturas também mudam e é observado inverno mais ameno que diminui significativamente a incidência de geadas.

3 - Circulação Atmosférica com a ocorrência de La Niña:
Com os ventos alísios mais intensos, mais águas irão ficar "represadas" no Pacífico Equatorial Oeste e o desnível entre o Pacífico Ocidental e Oriental irá aumentar. Com os ventos mais intensos a ressurgência também irá aumentar no Pacífico Equatorial Oriental, e portanto virão mais nutrientes das profundezas para a superfície do Oceano, ou seja, aumenta a chamada ressurgência no lado Leste do Pacífico Equatorial. Por outro lado, devido a maior intensidade dos ventos alísios as águas mais quentes irão ficar represadas mais a oeste do que o normal e portanto novamente teríamos aquela velha história: águas mais quentes geram evaporação e consequentemente movimentos ascendentes, que por sua vez geram nuvens de chuva e que geram a célula de Walker, que em anos de La Niña fica mais alongada que o normal. A região com grande quantidade de chuvas é do nordeste do Oceano Índico à oeste do Oceano Pacífico passando pela Indonésia, e a região com movimentos descendentes da célula de Walker é no Pacífico Equatorial Central e Oriental. É importante ressaltar que tais movimentos descendentes da célula de Walker no Pacífico Equatorial Oriental ficam mais intensos que o normal o que inibe, e muito, a formação de nuvens de chuva.
Em geral, episódios La Niñas também têm freqüência de 2 a 7 anos, todavia tem ocorrido em menor quantidade que o El Niño durante as últimas décadas. Além do mais, os episódios La Niña têm períodos de aproximadamente 9 a 12 meses, e somente alguns episódios persistem por mais que 2 anos. Outro ponto interessante é que os valores das anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM) em anos de La Niña têm desvios menores que em anos de El Niño, ou seja, enquanto observam-se anomalias de até 4,5ºC acima da média em alguns anos de El Niño, em anos de La Niña as maiores anomalias observadas não chegam a 4ºC abaixo da média.
Na Figura 4 é apresentada a circulação observada em anos de La Niña.



Figura 4 ? Circulação observada no Oceano Pacífico Equatorial em anos de La Niña




Figura 5 ? Efeito Global da la Niña

3.1 - Efeitos Regionais da La Niña no Brasil:

Norte: Tendência ao aumento de chuvas no norte e leste da Amazônia. Aumento das precipitações e vazão dos rios. Em Rondônia, a colheita do café é favorecida pelo tempo mais seco que contribui com a atividade. Frente à previsão de um regime de chuva muito próximo ao normal para os meses de inverno na Região, a produção pecuária, atividade de maior destaque no Norte do país, deve prosseguir sem problemas, enfrentando um período de estiagem normal, principalmente no sul do Pará, Tocantins e Rondônia.

Nordeste: Chegada das frentes frias até a Região Nordeste, principalmente no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas e possibilidade de chuvas acima da média sobre a região semi-árida do Nordeste do Brasil e ainda, aumento da vazão dos rios. Por isso, é a Região que sente mais diretamente os efeitos do fenômeno La Niña. Para julho, agosto e setembro as previsões climáticas relatam pequenas oscilações dos regimes de chuva e temperatura em relação aos dados normais climatológicos, sem prejuízos para a atividade agrícola nesses meses, concentrada, de acordo com o Zoneamento Agrícola, nas regiões litorâneas da Bahia ao Maranhão, onde estão sendo cultivadas lavouras de milho, mandioca, feijão, feijão caupi, sorgo e mamona. Para as regiões do semi-árido e oeste Nordestino são projetadas condições normais de inverno, seco e quente, sem problema à agricultura local já que para esses meses são recomendados apenas cultivos irrigados.

Centro-Oeste: Não há modificações marcantes nesta Região que é pouco influenciada pelo fenômeno La Niña, com previsão de chuva muito próxima a normal climatológica registrada para os Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. Ao longo dos meses de inverno, apenas em alguns municípios da região sul do Estado de Mato Grosso do Sul, conforme recomendação do Zoneamento Agrícola, tem-se lavouras de trigo de sequeiro em pleno desenvolvimento. Nessas áreas, de acordo com as previsões climáticas, não se devem ter problemas hídricos afetando a produção dessas lavouras. Nas demais áreas do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás os cultivos de trigo durante os meses de inverno são obrigatoriamente irrigados, e por isso independentes das condições de chuva.

Sudeste: Temperaturas próximas da média climatológica ou ligeiramente abaixo da média sobre a Região, durante o inverno. A Região Sudeste também é muito pouco influenciada pelo fenômeno La Niña. As previsões de chuva e temperatura não devem interferir nas principais atividades agrícolas ao longo dos meses de inverno, que são as colheitas da cana-de-açúcar e café. A tendência de um inverno levemente mais seco apenas favoreceria e aceleraria o ritmo das colheitas. A previsão de volumes de chuva normal a pouco abaixo do normal na região sul do Estado de São Paulo não deve impactar na produção das lavouras de trigo de sequeiro, podendo inclusive, assim como na Região Sul, favorecer pela menor incidência de pragas e doenças fúngicas. Para as demais áreas de São Paulo e grande parte do Estado de Minas Gerais, conforme o calendário do Zoneamento Agrícola, a recomendação é apenas para o plantio de trigo e cevada irrigados, que independem diretamente da chuva para suas produções.

Sul: Chuvas abaixo do normal, em anos de La Niña (exemplo, evento 1998/99). Porém comumente nota-se chuvas acima da média no leste dos estados da Região com estiagem no oeste (secas severas) e passagens rápidas de frentes frias. Para a agricultura do sul do Brasil, destaca-se que a La Niña não causa exclusivamente prejuízos, o exemplo típico é a cultura de trigo que é favorecida por primavera seca. O trigo e a cevada não apresentam registros de maiores problemas com falta de chuva. Mesmo que o volume de chuva esperado fique pouco abaixo do normal, não deve haver perdas produtivas, já que os volumes normais de chuva extrapolam a necessidade hídrica dessas culturas. Menores volumes de chuva e temperaturas baixas durante os meses de inverno na Região Sul beneficiam essas lavouras, promovendo uma menor incidência de pragas e principalmente doenças fúngicas, o que reduziria a necessidade de aplicação de agroquímicos, amenizando os custos de produção. Por outro lado, estiagens que não são exclusividade de La Niña, exemplo a de 1990/91, causam sérios problemas às culturas de verão. Milho e soja são as mais afetadas.

4 - O Zoneamento Agrícola

Cada cultura necessita de condições favoráveis durante todo o seu ciclo vegetativo, isto é, exigem determinados limites de temperatura máxima e mínima nas várias fases do ciclo, de uma quantidade mínima de água, e de um período seco nas fases de maturação e colheita. O atendimento dessas exigências é o que fará uma determinada região ser considerada apta para uma dada cultura.
Por isso, o Zoneamento Agrícola (climatológico e pedológico) é importante, uma vez que um dos seus principais objetivos é delimitar as regiões ou ?zonas? com potencial de clima e solo que permita a exploração de uma determinada cultura. O zoneamento permite determinar a melhor época de semeadura para cada município, onde as fases mais críticas da cultura tenham uma probabilidade menor de coincidirem com as adversidades climáticas (como falta de água, temperaturas excessivamente altas ou baixas).
Os pesquisadores e técnicos analisam as séries climáticas históricas de, no mínimo, quinze anos, relacionando-as ao ciclo das cultivares, tipo de solo e oferta de água. O objetivo é reduzir os riscos de adversidades provocadas pelas condições de clima durante as fases mais sensíveis das lavouras. Desta forma, os agricultores poderão obter créditos de custeio no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e poderão ser contemplados nas operações no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).




Fontes:

- O El Niño e Você - o fenômeno climático - Gilvan Sampaio de Oliveira
Editora Transtec - São José dos Campos (SP), março de 2001.

- www.cptec.inpe.br/clima

- www.inmet.gov.br

- www.agritempo.gov.br

- http://www.senado.gov.br/web/relatorios/elnino/fenomeno.htm

- La Niña influi mais uma vez nas chuvas no sul e nordeste do país; http://www.perfuradores.com.br/index.php?pg=view&tema=meio_ambiente&id=15383

Figuras:
1- Figura disponível em: http://www.cptec.inpe.br/enos/img/fig_normal.jpg
2- Figura disponível em: http://www.cptec.inpe.br/enos/img/fig_el_nino.jpg
3- Figura disponível em: http://www.cptec.inpe.br/enos/globo_el-nino.shtml
4- Figura disponível em: http://www.cptec.inpe.br/enos/img/fig_lanina.jpg
5- Figura disponível em: http://www.cptec.inpe.br/enos/globo_la-nina.shtml 

extraído de http://www7.cptec.inpe.br/noticias/noticia/8530

Nenhum comentário:

Postar um comentário